guimarães
Sporting 0-0- Guimarães (2012/2013)
20/08/12 20:16 Classificados como: Sporting

Um exercício de frustração. Uma equipa excessivamente defensiva (dois trincos????), sem imaginação, sem chama, com garra para destruir mas sem saber o que fazer à bola quando a tinha.
O Sporting entrou em campo com Rui Patrício, Cédric, Boulahrouz, Rojo, Insúa, Gelson, Elias, Carrillo, Adrien Silva, Capel, Wolfswinkel.
Aos 45 minutos saiu o Adrien Silva para entrar o André Martins. O Adrien enquanto esteve em campo fez quase tudo bem, mas foi lento e previsível, longe de ter sido o organizador de jogo que o Sporting precisava ou ter complementado o ponta-de-lança. O André Martins conseguiu dar um bocadinho (meh... mais gato doméstico assanhado que um leão neste jogo) mais de alma e agressividade à equipa. Nenhum dos dois me parece um organizador de jogo ou segundo ponta de lança. Pelo menos no momento que atravessam.
Aos 72 minutos saiu o Gelson e entrou o Labyad. O Gelson destruiu muito jogo adversário mas não construiu jogo para a equipa. Não consigo apreciar este tipo de jogadores, mesmo percebendo a sua utilidade, e preferia ter visto o Schaars (mais à frente) ou o Rinaudo (na mesma posição) a jogar. Nem me recordo de coisa nenhuma do Labyad, digna de nota, nos minutos (22) que esteve em campo.
O Jeffrén entrou aos para o lugar do Capel aos 88 minutos. Os 6 minutos que jogou foram irrelevantes. O Capel fartou-se de correr. Não sei se estava muito cansado e não aguentava mais seis minutos, mas estas substituições a meia dúzia de minutos do fim raramente servem para alguma coisa... neste caso serviu só para perder tempo.
Positivo:
Rui Patrício que marcou presença sempre que necessária a sua intervenção.
O Rojo e Boulahrouz fazem uma excelente dupla de centrais, como não me recordo de ver no Sporting, e já lá vão uns anos a seguir a equipa. É cedo para os declarar heróis... mas prometem.

Insúa que foi melhor extremo que os dois extremos (Carrilho e Capel) durante todo o jogo. Enorme jogador. Uns furos abaixo, mas com boa prestação, esteve o Cédric na lateral oposta.
O Elias encheu o campo. É um médio claramente acima da média (e não é à toa que está na selecção brasileira). Defendeu, atacou, rematou, centrou. Esteve lá e fez o que era previsível.
Negativo:
Adrien esteve lento, pouco inspirado, não criou o jogo, não ajudou a finalizar. Mesmo não estando “mal”, ocupou o espaço que se esperava para o médio ofensivo, sendo inconsequente na função, o que levou a 45m desperdiçados. O André Martins fez mais do mesmo (ser inconsequente), mas pelo menos fez “mais rápido”, com mais agressividade. Nenhum fez o que era necessário (i.e. criar jogo que possa levar a oportunidades de golo), não na quantidade necessária para uma equipa com as aspirações do Sporting.
Gelson... Tão bem a destruir, tão incapaz a construir. Serviu para eu sentir saudades do Rinaudo. Não morro de amores por este tipo de jogador. Percebo a utilidade, mas não gosto na mesma.
Capel e Carrilho fizeram pouco, mesmo que tenham corrido muito, e estiveram longe dos seus melhores jogos com a camisola do Sporting.
O Wolswinkel fez algum remate? Lá andou aos trambolhões, sempre onde não estava a bola, não consegue fazer uma finta se apanha a bola na lateral, e teve uma noite para esquecer. Sem alternativa no plantel, faz-me equacionar se o Sporting não deveria jogar sem ponta de lança quando a equipa não cria jogo que justifique ter um jogador fixo na posição... se a bola não lhe chega em posição de rematar (a única coisa que me parece saber fazer) não consegue ser útil.
Quanto ao treinador...
Não gostei das opções (duplo médio defensivo e o Adrien como médio ofensivo). Se a preocupação era não perder o jogo eu entenderia, mas não acredito que o Guimarães fosse uma ameaça tão preocupante, e a imagem com que fiquei foi má.
Fiquei com a impressão que existe algum realismo (i.e. não há nesta altura fio de jogo e capacidade de criar futebol de ataque, pelo que a aposta foi em não sofrer golos) e pragmatismo (se não se marca é particularmente importante não sofrer golos). Mas eu não me identifico com futebol de destruição e de ataque atabalhoado e previsível.
Faltou imaginação e talento. Não é só “querer”, é preciso “saber”, e eu espero que o Sá Pinto consiga por a equipa a jogar bem. Não foi no primeiro jogo que isso aconteceu. Foi chato e cinzento.
Os outros...
Benfica, Porto e Braga empataram. Perdeu-se uma boa oportunidade de ganhar dois pontos aos rivais directos... vi o Benfica-Braga e uns minutos do Porto-Gil Vicente. Está tudo coxo ainda. Mas não vai ser sempre assim...
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