Taça da liga
Ninguém gere os ânimos exaltados no Sporting?
23/03/09 12:08 Classificados como: Sporting
O que se passou com o Pedro Silva é grave.
O jogador em campo precisa de ser controlado pelos colegas, e em particular pelo capitão de equipa. Não pode ir dar uma “peitada” ao árbitro porque este cometeu um erro grave. As consequencias deste tipo de acções transcende (potencialmente, porque vivemos no reino da irresponsabilidade de quem dirige o futebol) em muito a derrota no jogo.
O recusar a medalha de finalista vencido é eventualmente legitimo mas muito feio. Alimenta o espírito de revolta de toda a gente, só prolonga o azedo da injustiça, é um mau exemplo. Cabe aos dirigentes do Sporting falar sobre estes casos, de cabeça fria usando dos meios que julgarem apropriados.
O Paulo Bento (treinador) e João Moutinho (capitão) também vão longe demais quando se sabe que atletas, dirigentes e treinadores são suspensos via órgãos disciplinares pelas declarações que fazem. Os interesses do Sporting devem prevalecer, e não é do interesse da instituição que servem tomarem atitudes que colocam em risco o futuro imediato, sendo ao mesmo tempo (forçosamente) totalmente ineficazes na reversão da injustiça que os motivou a agir dessa forma. Cabe (novamente) aos mesmos dirigentes do Sporting evitar esta “liberdade de expressão” aos profissionais do clube.
Ter alguma noção de estratégia a dirigir um clube de futebol tem que ser importante. Alguém tem que gerir os impulsos e ânimos dos jogadores e treinadores, em nome de inteligência e eficácia na perseguição do que são os interesses do clube.
O Sporting, como todos os restantes clubes que tenham interesse no desporto, devem perseguir uma alteração das leis do jogo. Devem lutar por todos os meios (incluindo os tecnológicos) que permitam salvaguardar a verdade desportiva. Devem comunicar a sua indignação via meios próprios, considerando cuidadosamente o seu porta-voz (nos casos em que consequencias disciplinares são uma possibilidade).
Ver o Pedro Silva perder a noção das proporções e dizer “que eu quero que o meu filho morra se foi penalty” é “inofensivo” para a criança, mas um tipo de declaração desproporcionada e patética (desesperada) que seria preferível evitar. Por favor alguém faça uma gestão mais “fria” e inteligente dos recursos humanos do clube e da forma como comunicam com a imprensa.
Comments
Taça da liga 2008/2009... foi mentira!
23/03/09 11:52 Classificados como: Sporting
O arbitro Lucílio Baptista cometeu um erro de análise e marcou um penalty inexistente. O Benfica empatou o jogo, que veio uns minutos mais tarde ganhar na marcação de grandes penalidades. A taça foi para o Benfica e o Sporting ficou com o sabor amargo da derrota na língua.
A responsabilidade primária pelo sucedido é obviamente dos dirigentes do futebol moderno que recusam a utilização de meios auxiliares (video) para a arbitragem. Todos os espectadores de um jogo transmitido em directo na SIC viram imediatamente que se tratava de um erro de julgamento, os árbitros não tiveram acesso às imagens, usaram as impressões que tinham recolhido no campo para julgar (mal) o lance.
Ninguém me convence que isto são “contingências do jogo” e que existem “valores mais altos” que a verdade desportiva. Se usamos câmaras de video para o rugby, de fotografar para o “photo finish” nas corridas de velocidade, não faz sentido nenhum não se usar tecnologia no futebol em nome da salvaguarda da justiça dos resultados.
O que se passou é uma vergonha. Uma injustiça. Mas o culpado não é o arbitro, não são os jogadores que celebram uma vitória “baseada em erros de arbitragem”, não são os treinadores. Os únicos culpados são os cavalheiros que dirigem o futebol e preferem conviver com os erros dos árbitros a salvaguardar a verdade desportiva.
