BMW K1300S - Primeiras impressões...

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Lisboa-Porto em auto-estrada não será a minha primeira escolha para a rodagem de uma mota. Estradas de montanha, com muitas curvas, em que se passe pelas várias mudanças, a uma velocidade moderada pelo próprio percurso é o ideal... No entanto, levantei a mota há sete dias e esta foi a primeira oportunidade de sair da cidade.

O motor é em tudo familiar para quem teve uma K1200GT. Mais nervoso, mais potente, “mais do mesmo”... A velocidade de cruzeiro confortável é mais baixa (~140km/h) que na GT (~160km/h). Há menos protecção aerodinâmica consequentemente mais vento e mais turbulência. A mota é menos confortável, mais “leve” e “divertida”.

A segunda versão do ESA (electronically adjustable suspension) é uma evolução muito feliz da anterior. Basicamente permite mudar em andamento entre diferentes regulações da suspensão (“sport”, “normal” e “confort”, para uma ou duas pessoas) e ao contrário da anterior versão a “sport” não é excessivamente dura e a “confort” não torna a mota “saltitona”.

A caixa é a melhor e mais precisa que alguma vez vi numa BMW. A subir mudanças podemos usar embraiagem em modo automático, o que é “giro” e “eficiente”.

A posição de condução é “diferente” e muda bastante a sensação de guiar uma mota relativamente ao que estava habituado (depois de toda a vida ter andado em motas de “trail” ou de “turismo”). Não desgosto, em trajectos curtos acho até mais piada, mas o desgaste é muito maior em tiradas longas.

O equipamento necessário para a mota também é diferente... com mais vento já não é qualquer blusão que serve (porque tem que ser justo, apertado e não se encher de ar), levo com mais insectos visto que não tenho o vidro à frente, com mais agua se estiver a chover, etc. No passado (com a GS, RT e GT) ficaram os tempos de ir a fumar em viagem e agora o capacete anda “fechado”.

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BMW K1300S - A nova mota...

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Nova mota, que vem substituir a BMW K1200GT, ao fim de 3 anos. É uma BMW K1300S; a versão mais desportiva, do mesmo motor (sem atingir o radicalismo da K1300RR).

São 175 cavalos numa mota pelo que a resposta do motor a qualquer estimulo é excelente. A posição de condução é bastante menos confortável que na GT e ainda estou longe de estar habituado a ela. A manobrabilidade é maior, o peso é menor, e a sensação de estar a guiar algo “completamente diferente” da mota anterior é algo que eu procurava.

Ainda tenho poucos km feitos. A mota está na rodagem. Estou ansioso por fazer umas viagens com ela... :-)


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As motas ao longo dos anos...

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A primeira mota (?) que tive foi uma DT 50cc... acho que a maior viagem que fez foi de Lisboa a Rio Maior “fora de estrada”. Levou-me a São Pedro do Estoril (no verão de um qualquer ano distante) umas centenas de vezes, dentro de Lisboa era o meu transporte de todos os dias. Cada vez que chegava à mota tinham roubado uma peça qualquer. Devo ter pago umas três motas novas, só em peças, ao longo dos dois anos que tive a mota. Tinha que estar sempre numa garagem algures. É o grande problema com as motas populares.


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Ah! A minha XT! Grande mota. Fiz com ela “Marrocos” (grande atlas, sahara) e muitos km em Portugal (principalmente no Alentejo). Foi a minha primeira mota “digna do nome”. Grande gozo. À semelhança do que havia sucedido com a DT, fui roubado umas quantas vezes... Não se pode ter uma mota “normal” em Portugal sem estar constantemente à procura de garagens.



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A primeira BMW. Era uma R1100GS. Com ela percorri Espanha aos “zig-zags”, dos Picos da Europa a Barcelona, de Finisterra a Gibraltar. Desapareceram todos os problemas com roubos, descobri que as motas “grandes” são muito mais seguras que as “pequenas”, e dificilmente me apanham numa mota que não seja da BMW (a menos que a vida me corra mal um dia, que estes bichos são caros).


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A minha primeira mota de turismo... a primeira que não permitia todo o terreno. Com ela corri Espanha, até aos Pireneus, e fiz uma alarvidade de km. Excelente mota a BMW R1150RT.


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A minha mota actual. Já me levou a grandes passeios por Espanha e França. Tem mais motor do que a “minha dose”, anda que se desunha, e desconfio que será a mota mais veloz que alguma vez terei, claramente acima do meu nível de conforto. Ainda a vou manter pelo menos até ao verão de 2010... qual a herdeira é para mim um mistério.
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