Televisão
Caprica (episódio piloto)
27/04/09 10:53
“Interessante” é a palavra que melhor descreve a minha impressão relativa ao episódio piloto da nova série. A história está centrada em Caprica, uma das 12 colónias, 50 anos antes dos acontecimento da série “Battlestar Galactica”. A história parece centrada na criação dos “Cylons”.
Ao contrário da Galactica há muito pouca acção. A série parece bastante focada no desenvolvimento das personagens. É ficção científica, num mundo muito parecido com o nosso, que é mesmo “demasiado parecido” (tal como na galáctica).
Um dos tópicos da série são as questões religiosas, terrorismo a elas associado, pelo que achei particular piada a uma religião monoteísta ser vista como “muito perigosa” (algo com que eu concordo, não achando que múltiplas fantasias irracionais são de alguma forma “melhores” que “uma única fantasia”, mas em Caprica aparentemente “são”). A série começa mesmo com um bombista suicida a fazer-se explodir em nome do seu Deus (“único” e “verdadeiro”, por oposição a todos os “outros” e “falsos”).
Entre os restantes tópicos com piada: uma indumentária muito anos 40... misturada com robots, realidade virtual, tecnologia aos magotes. Máfia. Tatuagens. Desportos muito parecidos com os “nossos”, etecetera e tal.
Como todas as séries de ficção cientifica em televisão é preciso muita capacidade de suspender a nossa capacidade de “não acreditar”... Em “Caprica”, como na “Galactica”, o que mais me custa é a sociedade ser tão “excessivamente parecida”, dos carros, aos comboios, o guarda roupa, o aspecto das cidades, os cigarros, o álcool, etc. Ok, tentando passar por cima de tudo isso, a série tem pontos com piada. Gostei de ver, achei “interessante”.
A “Galactica” tinha os mesmos “problemas” e teve episódios absolutamente magistrais. Com um bocado de sorte a “Caprica” segue o mesmo caminho.
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"24 - Redemption"
27/11/08 12:20
Fraquinho este especial de duas horas do 24. Fico a aguardar a “season 7” do “24” para Janeiro, mas achei que “duas horas” eram demasiado curtas para as limitações inerentes a uma serie em tempo real. O cenário de África, longe da tecnologia da CTU, e o meu pouco envolvimento com as personagens (conhecia o Jack Bauer, o presidente dos Estado Unidos e o Tom Lennox), não ajudaram nada.
Está presente a brutalidade do “24”, o que é bom, e faltou a “troop” da CTU ou equivalente, o que é mau.
Os bons piratas
29/09/08 16:51
Domingo, 28 de Setembro, apareci na SIC (“Os bons piratas”) e no Jornal Expresso (“Eu fui pirata”), numa reportagem sobre os hackers de outros tempos. Achei piada. Deu a entender, a alguns amigos meus, que “tinha tido problemas legais” algures durante a minha juventude (o que não aconteceu), mas fora isso, o conceito da reportagem era giro e rever testemunhos de pessoas de quem guardo (boas) recordações foi excelente.
É engraçado (hoje) lembrar-me da BAT BBS, dos jogos que ninguém viu mas que eu escrevi, das aventuras e desventuras de alguns amigos com a lei, do espirito com que vivia cada dia em frente ao meu Amiga 3000... Curiosamente tenho saudades do SAS/C (um compilador de C), da Xenolink (Software de BBS que eu usava na BAT), dos jogos que escrevi (em particular do Universal Wars; um jogo de estratégia “turn based” para jogar online contra outros jogadores) e do que era passar noites inteiras à volta de um problema (uma rotina, um algoritmo, um bug).
Na que respeita à versão escrita (Jornal Expresso) trocaram a imagem com o Filipe Melo (saio claramente beneficiado) e o texto é muito menos ambicioso que na versão SIC. No que toca à televisão a audiência foi excelente e o feedback que recebi (entre amigos e clientes) foi muito positivo.
Está online o video no site da SIC.