Taça da liga 2008/2009... foi mentira!


O arbitro Lucílio Baptista cometeu um erro de análise e marcou um penalty inexistente. O Benfica empatou o jogo, que veio uns minutos mais tarde ganhar na marcação de grandes penalidades. A taça foi para o Benfica e o Sporting ficou com o sabor amargo da derrota na língua.

A responsabilidade primária pelo sucedido é obviamente dos dirigentes do futebol moderno que recusam a utilização de meios auxiliares (video) para a arbitragem. Todos os espectadores de um jogo transmitido em directo na SIC viram imediatamente que se tratava de um erro de julgamento, os árbitros não tiveram acesso às imagens, usaram as impressões que tinham recolhido no campo para julgar (mal) o lance.

Ninguém me convence que isto são “contingências do jogo” e que existem “valores mais altos” que a verdade desportiva. Se usamos câmaras de video para o rugby, de fotografar para o “photo finish” nas corridas de velocidade, não faz sentido nenhum não se usar tecnologia no futebol em nome da salvaguarda da justiça dos resultados.

O que se passou é uma vergonha. Uma injustiça. Mas o culpado não é o arbitro, não são os jogadores que celebram uma vitória “baseada em erros de arbitragem”, não são os treinadores. Os únicos culpados são os cavalheiros que dirigem o futebol e preferem conviver com os erros dos árbitros a salvaguardar a verdade desportiva.